5.09.2013

fala

Minha pele arrepia
quando o telefone vibra.

É a espera de um nome
na tela do telefone.

Meus dedos congelados
doem ao tocar o teclado.

A dúvida me devora
e não sei o que fazer agora.

Você não me pertence
mas quero que você repense.

Que diga sim mil vezes
e que me aceite.

Talvez eu esteja esperando
ver o seu nome piscando.

Talvez seja minha vontade
de te ter mais que pela metade.

Entenda que não é ciúme,
mas você virou costume.

Avisei para não me mimar
mas você não quis parar.

Agora não fuja de mim,
eu mesma darei um fim.

Desculpe se te assustei,
eu também cansei.

Se não for agora,
não era a hora.

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